E muito tempo depois do que devia (devido a dores de dentes, Natal, Ano Novo, falta de acesso à internet e coisas afins que não me apetece mencionar) cá fica finalmente o post sobre a minha viagem a Copenhaga:
Tendo acabado as aulas, trabalhos, exames e tudo o mais (ah pois é, ah pois é) mas ainda com alguns dias até voltar para Portugal, decidi galdeirar um bocado.
Como já estive na Finlândia e a Noruega não me parece assim muito interessante, acabei por escolher a Dinamarca como destino turístico, em particular a capital, Copenhaga.
E pronto, decidido o destino lá me pus no autocarro, numa bela e descansada viagem de 9h pela noite dentro. O autocarro é bastante normal, parecido com os nossos expressos, com a pequena excepção que têm uma casa de banho no final, o que dá muito jeito numa viagem de 9h. E tomadas, o autocarro também tem tomadas eléctricas em todo o lado, o que dá muito jeito para andar com o portátil atrás (eu por acaso não o levei, mas se alguém fizer uma viagem destas qualquer dias já sabe, é aproveitar).
Nove horas, algumas idas à casa de banho e uns quantos períodos em que lá consegui dormir, e estava em Copenhaga, a sair do autocarro, estremunhado e a amaldiçoar a ideia de fazer uma viagem em que sou obrigado a sair para o frio tão cedo. Já agora, se alguém pensa (tal como eu pensava) “ah e tal, a Dinamarca é muito mais a sul, vai estar mais calor”, desengane-se. Estava tanto ou mais frio que em Estocolmo, e acho que em todo o tempo que lá estive só vi o sol uma vez. E foram 10 minutos, se tanto.
Mas continuemos…
Ora, sendo eu o rapaz muito organizado e metódico que sou, cheguei lá sem sequer um mapazinho para me orientar. Ora o que se faz nesta situação? Vê-se de onde veio o autocarro, e segue-se na direcção contrária. Felizmente, não obstante o sítio específico em que o autocarro parou parecer um pouco um desterro, a estação central ficava mesmo ali ao lado. Infelizmente, a bela da estação, por muito grande que seja e muitas lojas que tenha, não era capaz de ter um mísero mapa da cidade disponível. O mais parecido era um guia completo da cidade, que custava um pouco demais para as minhas simples necessidades de orientação. Decidi procurar a pousada da juventude onde ia ficar. Lá saí da estação, confiando nos meus vastos poderes de orientação (nota para os leitores: não o façam) e enveredei por uma rua que me pareceu apropriada. Vim a notar mais tarde que essa rua se encontra exactamente no sentido contrário ao que devia seguir para a estalagem. Mas enfim…
Lá fui eu, rua acima, todo feliz e contente. Num aparte, quero deixar aqui que os dinamarqueses são algo pervertidos. Nessa rua apenas encontrei 3 sex-shops e uma loja de vídeos porno. De resto a rua era bastante normalzinha, com umas quantas mercearias e uns restaurantes à mistura.
Quando me fartei de andar e me pareceu que efectivamente não ia dar a lado nenhum, voltei para trás, meti por outra rua lá pelo meio e fui dar a um laguito giro mesmo no meio da cidade.
Comecei a ficar cansado de andar sem rumo, e fui a um hotel perguntar onde ficava a zona da pousada. O recepcionista lá me deu umas indicações que até estavam bastante correctas, mas eu, com o meu grande (e agora a ficar famoso) sentido de orientação consegui-me ainda perder um bocado.
Ah, uma coisa sobre Copenhaga. Muita gente de bicicleta. Muita gente mesmo. Para o Cruz e quem já foi a Estocolmo, que sabem do que estou a falar, lá é mau, em Copenhaga é pelo menos 5x pior. Mesmo no meio de Dezembro. Parece que toda a gente anda de bicicleta naquele sítio.
Por isso mesmo, há invenções interessantes. Incluindo uma bicicleta com um carrinho à frente. Já lá vi levar cães, bebés, mercadorias, as possibilidades são imensas.
Continuando… Bem ou mal, lá desemboquei na Strøget, a rua das lojas lá do sítio, muito famosa e pelos vistos uma das maiores (ou mesmo a maior, agora não tenho a certeza) ruas de lojas da Europa. Aquilo é por toda a rua montes de lojas, restaurantes, e afins. Uma das transversais até tem um museu interessante, mas já lá iremos. E grande. Aquilo é grande como tudo, e andar por lá com uma mochila enorme às costas não é muito agradável. Principalmente com o mar de gente que por lá passava.
Nessa rua reparei pela primeira vez num pormenor que achei muito útil. Alguns semáforos para os peões têm um mostrador que apresenta os segundos que faltam para mudar de sinal. Epá, pode parecer mariquice mas dá muito jeito. Eu acho que vou começar a levar estas ideias para Portugal.
P.S.: Vim agora a saber que este sistema já existe (pelo menos) nos semáforos em frente ao Vasco da Gama. De notar que os portugueses só apresentam os segundos até fechar, enquanto os dinamarqueses têm o tempo para fechar e para abrir. Nós evoluímos, mas devagarinho…
Depois de um almoço de take-away de comida chinesa bastante gordurosa mas que vá, até se comia, esforcei-me mais um bocado e encontrei a pousada. Infelizmente eram 13h e o check-in era as 14h, o que significou mais um passeiozinho pela rua das lojas. Ao menos a pousada tinha mapas para oferecer, e deu para começar a ver sítios para visitar.
Uma hora depois entrei no quarto. Lá, estava um colega senegalês que tinha acabado de chegar. Um minuto depois, entram dois indivíduos da polícia e começam a revistá-lo e às malas dele. A parte mais interessante foi que o senegalês não falava inglês, mas espanhol, e os polícias não falavam espanhol, mas inglês. Solução, estive eu a servir de intérprete numa situação um pouco constrangedora, porque o rapaz não percebia porque é que os polícias lá estavam. Aparentemente há muitos africanos que vão lá para traficar cocaína, e por isso eles estavam desconfiados.
Mais um ponto digno de nota na pousada: As maquinetas que distribuem os toalhetes para as mãos na casa de banho são automáticas, como se pode ver no vídeo:
Passado o episódio estranho, voltei a sair e ir dar mais uma volta. Muito palmilhar de rua e fotos, mas de resto uma tarde (noite, nestas latitudes) sem grandes coisas para contar.
De volta do passeio, notei um edifício aberto. Era a Rundetaarn, Torre redonda em português. E vale a pena dizer o nome em português também porque eles tinham, imagine-se, um folheto informativo em português. Isto é coisa pouco vista no estrangeiro, e por isso digno de nota.
A torre é interessante, tem uma salinha com exposições (na altura tinha uma exposição de design de mobiliario que estava giro), casas de banho e um observatório (motivo pela qual a torre foi construída em primeiro lugar), que nessa noite tinha o telescópio virado para um relógio. Com muita gente, não estive a tentar virá-lo para outro lado, e limitei-me à boa vista da cidade para depois ir embora.
Jantarzinho no microondas, e pouco tempo depois estava na cama, pronto para acordar cedo no dia seguinte e ir passear a Malmö. mas isso fica para o próximo post, se estiverem a ler isto por ordem.
No dia a seguir à viagem sobre a qual irão ler mais daqui a pouco, acordei com uma grande dor nas pernas. Ouvi dizer que andar muito faz isso, se calhar quem me disse isso estava a falar a sério. Para não destoar nesse dia decidi andar mais ainda.
Com o intuito de ver vistas famosas na cidade peguei no mapa e pus-me a caminho. Num aparte, tive que deixar a mochila num cacifo na pousada, porque o check-out foi às 10 da manhã e não estava com muita vontade de palmilhar a cidade com o mostrengo que é a minha mochila cheia às costas.
De manhã não houve muitos acontecimentos dignos de nota. Andei, andei, andei, andei mais um bocado, e tirei fotos no entretanto. Estive no museu dedicado à resistência Dinamarquesa durante a 2ª Guerra Mundial, vi a Pequena Sereia (para quem não sabe, foi esta rapariga, vinda de um conto de fadas, que inspirou o filme da Disney), e mais coisas por lá. Não há muito para contar, acho que as fotos contam melhor que eu.
Almocei num restaurantezinho que quero desde já recomendar. Chama-se Maximus Pizza, fica numa ruela perpendicular à Strøget, e tem umas pizzas muito boas e não muito caras (Uma pizza média (média a dar para o grande, para quem me conhece basta dizer que para comer tudo tive que me esforçar) com bebida ficou-me por cerca de 60 e poucas coroas dinamarquesas. São quase 10€, mas acreditem que ainda foi do mais razoável que por lá encontrei).
Depois do almoço aproveitei uma oportunidade de que não estava à espera. Fui ver a exposição Bodies, que não tive oportunidade de ver em Portugal. Felizmente tinham tudo em inglês, além do óbvio dinamarquês. Gostei, mas estava à espera que fosse um pouco maior.
Saído de lá, comecei uma odisseia para levantar dinheiro, pois as 100 coroas que ainda tinha estavam a servir de depósito para o cacifo na pousada. Queria levantar 100 coroas no máximo mas todas as máquinas teimavam em só dar um mínimo de 200 ou 300. Para o caso de ainda não ter dito, nós em Portugal temos mesmo a melhor rede de multibancos das redondezas (em compensação na Escandinávia faz-se tudo pela internet, mas não falemos disso agora…). A muito esforço lá consegui desencantar uma máquina simpática que me permitiu não esvaziar a minha conta.
Com um sentimento de triunfo, dirigi-me para o próximo destino. O tal museu interessante que falei ali acima.
Numa outra rua transversal à Strøget encontra-se o Museum Erotica, um museu totalmente dedicado à história do sexo. Para dizer a verdade confesso que estava à espera de mais, mas ainda assim foi uma visita interessante. Das origens do sexo (kama sutra e afins), passando pela história prostituição no geral e em Copenhaga em particular, até às pin-ups americanas e com especial destaque para a Marilyn Monroe, são algumas salas que proporcionam uma meia-hora agradável.
À noite foi esperar umas horas pelo autocarro, mais 9h de viagem, algumas delas (muito poucas desta vez, porque o autocarro estava apinhado) a dormir.
Cheguei a Estocolmo pelas 6h da manhã, e fui dormir que estava a precisar.
De seguida algumas fotos que achei giras mas não tinham lugar no meio de toda a conversa deste post:
Como não tenho mensagens grátis na Suécia, vão por aqui votos de um Feliz Natal a todos os leitores. E a promessa de que ainda hei de escrever dois ou três posts. Com atraso, mas vão.
Como alguns de vocês de certeza sabem, dia 10 fiz anos e tal.
Assim algo inesperadamente, os meus pais brotaram por cá, e como prenda, fomos os 3 alegremente visitar Helsínquia (que, para quem não sabe, é a capital da Finlândia).
A viagem foi feita num “barquinho” de cruzeiro, que passo a apresentar:
Foi uma agradável viagem de 15 horas de Estocolmo a Helsínquia, que foi passada na maior parte durante a noite e madrugada, e incluiu um jantar buffet com uma ementa enorme (online aqui) (PS: Se notarem uma coisa chamada Jansson´s temptation… é bacalhau com natas. Ou parecido).
Ora bem, chegados a Helsínquia (pequeno almoço buffet muita bom também), e fizemos uma pequena visita guiada de autocarro. Lá descobrimos coisas interessantes, como por exemplo, que a sauna é algo completamente indispensável para os finlandeses. Quase todas as casas têm sauna, e as tropas finlandesas nas nações unidas, onde quer que vão, constroem sempre uma sauna. Inclusivamente no deserto.
A cidade tem coisas interessantes, como:
Uma catedral construída na rocha
Um memorial ao compositor Jean Sibelius
Um estádio olímpico
Uma catedral
E mais algumas coisas giras de se ver
Uma coisa que notei e achei piada é que o autocarro da visita guiada tem uma câmara à frente para toda a gente ver tudo:
E pronto, depois foi a volta para Estocolmo. Mais ou menos o mesmo que a ida, mas com ondas bem maiores. Para quem nunca esteve num navio com ondas enormes, digo que é algo difícil manter o equilíbrio quando se está a andar com um prato pela sala de jantar e o navio aos saltos por causa das ondas.
Efectivamente não contei assim muita coisa, mas já foi há algum tempo, não me lembro de mais para contar, e tenho mais que fazer. Mas se algum dia tiverem a oportunidade de lá ir, vão que é giro.
Infelizmente é verdade…
Nunca pensei que isto fosse mesmo acontecer, mas aconteceu.
É com extremo pesar que anuncio aqui hoje:
Ontem, às 19h35, hora de Estocolmo, Suécia (não pus logo no blog porque estava bastante abalado), ocorreu um acontecimento terrível.
Foi um massacre.
Na aula de sueco… a professora… PÔS-NOS A CANTAR!
Por amor de Deus, eu estou na universidade, e… cantar numa aula??
Epah, não.
(P.S.: Para quem estiver interessado (não faço ideia quem), foram os parabéns, porque a mulher se lembrou, e não é a mesma música a que estão habituados. É mais repetitiva e com muito menos letra.)
(P.P.S.: Tenho mais coisas para escrever, mas o tempo não tem sido muito. Eventualmente hei de o arranjar.)
Como ja tinha dito, aqui tenho muitos cartões.
Passo a explicar:
Da esquerda para a direita, e de cima para baixo:
Cartão de débito do banco,
Cartão de estudante,
Cartão da associação de estudantes,
Cartão para entrada nas salas (algumas de aula, e todas as de PCs) do campus principal,
O mesmo, mas para o campus Kista (onde tenho a maioria das aulas),
Cartão da biblioteca da univ,
Passe de metro (e autocarro, e alguns comboios, aqui é tudo ao molhe),
Cartão da biblioteca municipal daqui da zona,
E cartãozinho (talão?) de membro de um bar aqui perto, onde é preciso ser membro para jogar snooker.
E pelo que li algures, tenho a impressão que ainda existe mais um “cartão de estudante”…
Não é por nada, mas tenho quase mais cartões cá do que os de Portugal…
A pedido de mais algumas famílias, passo a dar aqui dois exemplos de que esta gente tem boa tecnologia:
Banco:
Isto é um terminalzinho usado para fazer login
e confirmar as operações no site do banco.
Basicamente o banco dá um código,
inserimo-lo aqui, pin do cartão, e isto
dá um código para fazer login no site.
Muito mais seguro do que o tecladozinho virtual
da caixadirecta online.
A minha chave:
A minha chave é um bocadinho mais do que apenas uma chave.
Isto é a minha chave:
O que a chave faz:
Abre a porta do prédio, por contacto (encostando a chave à caixinha à entrada)
Abre a porta do quarto da mesma maneira
Tranca a porta do quarto, da mesma maneira
Abre a caixa do correio
Serve para reservar uma hora (3, aliás) para lavar a roupa, numa máquina no corredor. E também para abrir a porta da sala das máquinas de lavar roupa.
Serve também para… qualquer coisa numa outra máquina no corredor que não sei o que faz. Mas aquilo acende com a chave.
Fotos para provar:
O sensor à porta do prédio
A maçaneta da porta do meu quarto, com sensor para a chave e tudo
A maquineta para reservar máquinas de lavar
Põe-se a chave aqui…
A caixa de correio abre
Esta é a maquineta que… acende